Menina de 11 anos morre baleada com tiro no peito e moradores acusam policiais de serem os autores do disparo

Menina de 11 anos morre baleada com tiro no peito e moradores acusam policiais de serem os autores do disparo

- emPelo Brasil, Polícia
Mãe da vítima / Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Uma menina de 11 anos, identificada como Jenifer Silene Gomes, morreu no início da tarde desta quinta-feira (14) após ser baleada no peito. O fato aconteceu no bairro Triagem, Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo informações, a menina estava na porta do bar da sua mãe, na Rua Bergamo, quando foi atingida pelo disparo.

A criança foi socorrida e levada para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, também na Zona Norte, mas, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, já estava morta quando deu entrada na unidade hospitalar.

Moradores da região acusam policiais militares de serem os autores dos disparos. A Polícia Militar, no entanto, afirma que a criança já estava morta quando equipes chegaram ao local e a socorreram.

Até o momento não há confirmação de onde partiu o tiro. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil.

Vítima / Foto: reprodução

Uma testemunha relatou que estava com a mãe de Jenifer e outras pessoas conversando e, de repente, começaram os tiros. O relato refuta a versão da PM de que havia uma ocorrência de roubo de carga.

Oficialmente, a Secretaria de Polícia Militar informou que, segundo o comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar (Méier), equipes foram acionadas para checar um roubo de carga e, ao chegarem ao local, se depararam com pessoas carregando uma criança ferida. “A equipe deu continuidade ao socorro e encaminhou a menina ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier”, diz a nota da corporação.

“A polícia já chega atirando”

A mãe da menina, Katia Silene, chegou ao hospital depois de prestar depoimento na Delegacia de Homicídios. Muito abalada, a mulher reforçou a acusação de que foram policiais os autores do disparo que matou Jenifer.

“Até quando isso vai continuar? Me ajuda, pelo amor de Deus! A gente é pobre, mora num barraco. A polícia já chega atirando. Não pode! A polícia já chega atirando”, disse Silene.

Mãe da vítima / Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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