IF Goiano de Ceres está em risco e poderá funcionar apenas até setembro: estudantes foram às ruas contra cortes na Educação

IF Goiano de Ceres está em risco e poderá funcionar apenas até setembro: estudantes foram às ruas contra cortes na Educação

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Em consonância à paralisação nacional do dia 15 de maio de 2019, e correndo o risco de terem o funcionamento total da instituição cortado até setembro, alunos do IF Goiano – Campus Ceres – foram às ruas nesta quarta-feira. Conforme os participantes, o objetivo da movimentação foi informar à população sobre o contingenciamento de recursos, que poderão inviabilizar o funcionamento do IF Goiano.

Nesta quarta-feira, os estudantes e servidores do Campus Ceres do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) participaram do dia de mobilização nacional em prol da Educação. O movimento uniu-se aos atos que ocorreram em todas as regiões do país e que protestavam, entre outros fatores, contra o contingenciamento de verbas, na ordem de 30%, que atingiram as Instituições Federais de Ensino Superior e os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

O principal intuito da paralisação foi reforçar junto aos estudantes e, posteriormente, junto à sociedade ceresina, os impactos do contingenciamento, que no IF Goiano chegam a 39,1% do orçamento. Para se ter uma ideia, o montante original destinado ao Campus Ceres para 2019 equivale ao dos últimos anos da década de 2000, quando a unidade sequer tinha cursos de graduação – hoje são cinco, além de três pós-graduações.

As atividades envolveram ações dentro e fora do Campus Ceres. Pela manhã, na unidade, houve momento formativo com duas palestras, sendo a primeira delas sobre a conjuntura da Educação brasileira no período atual. Posteriormente houve palestra sobre a proposta de reforma da Previdência Social e os impactos para os trabalhadores, com foco nos servidores públicos, nos trabalhadores rurais e professores.

No período da tarde os estudantes e servidores se concentraram no Parque Curumim, em Ceres, promovendo uma tarde cultural. Na ação houve declamação de poesias, música, oficina de confecção de cartazes e mostra de extensão popular, com exposição de banners. O momento seguiu-se de uma passeata, que teve início às 16h. Deste ato participaram também pessoas do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás (Sintego) e estudantes da Universidade Estadual de Goiás.

A passeata percorreu as avenidas Brasil e Goiás, com parada na rodoviária e finalização do ato na Feira da Agricultura Familiar de Ceres. Durante todo o ato houve panfletagem e conversas com os moradores e transeuntes, em que se explicou a situação da Educação e os impactos para o IF Goiano, única instituição pública federal de ensino técnico e superior de todo o Vale de São Patrício.

Ao fim do dia as ações concentraram-se novamente no Campus Ceres, com estudantes do turno noturno. Houve um momento de fala, com atualização sobre os cortes e os impactos no IF Goiano, seguido de uma roda de conversa, em que dúvidas puderam ser esclarecidas.

Assembleia oficial

Na segunda-feira, 13, a gestão do Campus Ceres reuniu-se com servidores e estudantes a fim de apresentar os dados orçamentários da unidade. O diretor-geral da unidade explicou que, caso o bloqueio não seja revisto, o Campus Ceres terá condições de funcionar normalmente apenas até o mês de setembro, uma vez que há diversos contratos e pagamentos que necessitam ser operados para manutenção das atividades da unidade, tais como contratos de terceirização de mão de obra e serviços continuados (energia elétrica, telefonia, internet etc).

Texto: Tiago Gebrim/Colaborador

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