Homem condenado por matar a ex-mulher e deixar amiga dela paraplégica é preso em Itapaci

Homem condenado por matar a ex-mulher e deixar amiga dela paraplégica é preso em Itapaci

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Condenado e vítima / Foto: reprodução

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Um homem condenado por matar a ex-mulher e deixar uma amiga dela paraplégica foi preso, na cidade de Itapaci, 20 anos após os crimes, que ocorreram na cidade de Goiânia. O caminhoneiro Jovaci Antério Bernardo, de 57 anos, foi julgado e recebeu pena de 25 anos, mas estava foragido.

O caso ficou nacionalmente conhecido após ser tema do programa Linha Direita, da Rede Globo, em 2003. Segundo as investigações, ele torturou, baleou e esfaqueou a vítima, Suzete Alves, à época com 30 anos, por não aceitar o fim do relacionamento. Ferida, ela chegou a ficar internada por três dias, mas não resistiu.

Já a amiga dela, Marileny Teles da Silva, também foi atacada e baleada. Ela sobreviveu, mas ficou paraplégica. As duas dormiam na mesma casa quando o crime ocorreu, em abril de 1999.

“Ele já foi disparando a arma. Eu já estava virada para a parede. Primeiro tiro acertou na minha coluna. Eu já não senti mais as pernas. E ele começou a atirar, atirou nela, atirou em mim. E deu facada na gente”, lembra.

Ela afirmou que Jovaci era violento e espancava a ex-mulher frequentemente. “Ele mais agredia ela fisicamente com surra, discutiam muito por causa de ciúme”, destaca.

Ele chegou a ser detido na época do crime, mas foi solto em seguida. Em 2013, o caminhoneiro foi julgado pela Justiça e condenado a 25 anos de prisão pelos crimes. Desde então, era considerado foragido.

Filho desabafa

Filho do primeiro casamento de Suzete, o empresário Caio Sérgio Marques tinha apenas 9 anos quando a mãe foi assassinada. Ele estava na casa de uma amiga da mãe no dia do crime.

Hoje com 30 anos, após morar nos EUA e constituir família, ele desabafa e se emociona ao falar da morte brutal da mãe.

“As pessoas têm que pagar pelos atos que fazem, ainda mais um ato deste, acabou com duas famílias. Uma coisa muito triste. É triste demais, minha mãe era uma pessoa muito do bem”, afirma.

Mutirão

Titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), o delegado Rilmo Braga disse que está realizando um mutirão junto com o Poder Judiciário, com parceria do juiz Jesseir Coelho de Alcântara, para prender criminosos que cometeram algum assassinato há muitos anos.

Segundo Braga, Jovaci usava de sua profissão – caminhoneiro – para estar sempre despistando a polícia. Por isso, costumava ficar sempre em cidades do interior de Goiás e até de outros estados para tentar fugir do mandado de prisão.

Reprodução/G1 Goiás

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