Delegacia Regional de Ceres prende três pessoas que receberam auxílio emergencial do governo e tinham mandado de prisão em aberto

Delegacia Regional de Ceres prende três pessoas que receberam auxílio emergencial do governo e tinham mandado de prisão em aberto

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Foto: divulgação/Polícia Civil de Ceres

 

 

Nesta semana uma operação desencadeada pela Polícia Civil de Goiás terminou com 106 pessoas presas em todo o Estado. A 10ª Delegacia Regional de Ceres foi responsável pela prisão de 03 delas. De acordo com o Delegado Matheus Costa Melo, duas pessoas foram presas na cidade de Ceres e outra em Rianápolis.

O objetivo da operação era cumprir mandados de prisão em aberto contra pessoas que receberam o auxílio emergencial do Governo Federal, medida econômica no enfrentamento à pandemia de Covid-19. Segundo o Delegado, dois dos presos pela 10ª Delegacia admitiram ter recebido o auxílio e um terceiro declarou que apenas se cadastrou no programa.

Ainda de acordo com Matheus, um dos presos possuía mandado de prisão civil por dever pensão alimentícia. Todos eles foram recolhidos na Unidade Prisional de Ceres e estão à disposição da Justiça.

A operação

Entre segunda e quinta-feira, a Polícia Civil de Goiás desencadeou a Operação Voucher, que mobilizou todas as delegacias regionais no Estado com o objetivo de cumprir mandados de prisão em aberto contra pessoas que receberam o auxílio emergencial do Governo Federal, concedido no período de enfrentamento à pandemia da Covid-19. Alguns dos alvos que receberam o benefício já estavam reclusos em cadeias públicas. Foram presas 106 pessoas, sendo que 15 delas já estavam presas quando receberam o benefício.

As prisões foram cumpridas após compartilhamento de informações por parte da Controladoria-Geral da União (CGU) com a Polícia Civil. A CGU disponibilizou uma relação contendo o nome de 1.102 pessoas que receberam o auxílio financeiro em Goiás.

A Operação Voucher teve a participação de 300 policiais civis e 80 viaturas. Os presos, após cumprimento dos mandados, foram ouvidos em Termos de Declaração. As declarações prestadas pelos detidos serão encaminhadas à Polícia Federal para a tomada das providências legais cabíveis.

As pessoas presas na Operação Voucher são suspeitas de cometerem os crimes de falsidade ideológica (art. 299, CP – pena de reclusão de 1 a 5 anos) e estelionato (art. 171,§ 3º – pena de reclusão de 1 a 5 anos). A maior parte delas recebeu parcela de R$ 600, havendo casos em que os suspeitos receberam R$ 1.200 em uma única parcela. Mais da metade dos presos admitiram ter recebido a primeira parcela do auxílio emergencial. As duas demais parcelas tiveram o pagamento cancelado para esses indivíduos, o que gera uma economia de R$ 33 milhões de reais aos cofres públicos no Brasil.

Ressalte-se que a PCGO não empreendeu nenhuma investigação sobre esses recebimentos indevidos do auxílio emergencial, pois, por se tratar de crime federal, apenas se deu cumprimento aos mandados de prisão de pessoas apontadas pela CGU como detentoras de ordem de prisão em seu desfavor e cujo nome estava na relação encaminhada pela CGU.

O nome da operação é uma alusão ao programa do Governo Federal de auxílio emergencial conhecido como “Coronavoucher”.

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